Você escreve cartas de amor? Eu escrevo, aos montes. Cartas, poemas, bilhetinhos. Despretensiosamente, quase uma catarse. Mas também recebo. Guardadas no coração, elas têm o poder de alimentar a alma por toda uma existência. Como a declaração de amor que encontrei ao despertar de uma febre alta: sob um apetitoso biscoito, o bilhete deixado na cabeceira, por meu filho de 8 anos, dizia: “Achei que você poderia ter fome”.
Um pequeno gesto, uma pequena frase, e tudo vale a pena.
Nesse Dia das Mães decidi, com a anuência de meu filho, publicar uma delas. Porque hoje é o dia de todos os filhos, e é o dia das mães de todos os tipos; mães de corpo, mães de alma. Das felizes, e das nem tanto – das “outras”. É também para elas que eu escrevo.
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