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NO FOGÃO… ROCAMBOLE DE DOCE DE LEITE
INGREDIENTES: 6 ovos 6 colheres de farinha de trigo 6 colheres de açúcar 1 colher de sobremesa de fermento em pó 1 lata de leite condensado leite 1 colher de Nescau 1 colher de sobremesa de margarina MODO DE PREPARAR: MASSA Bata as claras em neve Adicione as gemas uma a uma
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E NAS BOCAS… FEBEMZINHO
Ele existiu de verdade. Tinha uns 9 ou 10 anos quando o conheci. Era um menino franzino, desconfiado a princípio. Sempre sujo, descalço, o cabelo duro pela falta de shampoo. Sincero, amoroso e muito educado. No início dos anos 90 eu tinha um cachorro grande e um apartamento pequeno; a solução
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RECEITA ESPECIAL DE NATAL
Minha avó sempre costurou para os pobres. Católica fervorosa, era sua forma de contribuir com a Igreja que frequentava. Eu nunca gostei muito de missa, mas adorava ir com ela à Igreja; entrávamos pelos fundos, pela entrada exclusiva dos padres. Eu achava aquilo o máximo! Certa vez, entrei no
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BUSCANDO A CRISTO
Eu sempre me lembro dele, na época de Natal. Contestador, polêmico, inquieto. Pagava pra entrar numa boa briga - êta cabra arretado! Como costumam dizer, ele não nasceu: estreou. Irreverente, satírico, boêmio, subversivo, inconformado. Queria mudar o mundo - e com a língua afiada que tinha,
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NO FOGÃO: TORTA DE NOZES
Essa não falta nunca, nos nossos Natais. Era minha vó quem fazia, que saudades... Em um tempo que eu podia comer 2 ou 3 pedaços na noite de Natal, e repetir a dose no almoço do dia seguinte... se sobrasse! Bons tempos, e bons Natais! Sempre achei que torta de nozes era muito difícil de fazer -
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E NAS BOCAS: FANTASMAS
Aí vem ele de novo, me assombrar. Tento ludibriar, finjo que não vejo, mas ele está lá. Incomoda, mas não consigo evitar. Sei que vai me perseguir, até que eu pare e ouça o que ele tem pra me dizer. Há alguns anos ele tem aparecido; às vezes, de supetão; mas, infalivelmente, nessa época
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NO FOGÃO: FILET MIGNON AU POIVRE
Oui, oui, je suis très chic aujourd'hui. Vou sair um pouquinho do Oriente com minhas habituais receitas árabes, para dar uma passeada pelos bistrôs de Paris. Preparado com vinho branco ao invés de conhaque, esse filé é rápido e fácil de fazer. O vinho do tempero pode ser nacional. Ma
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E NAS BOCAS… MORTE AOS GAYS
Não sou nem pró, nem contra, muito pelo contrário. Em cima do muro, eu? Não, nada disso. Não defendo nem condeno porque não são melhores, nem piores. Há bons, maus, decentes, indecentes, leais, corruptos. Iguais a nós, iguaizinhos. Há quem diga que para eles não há salvação. Mas que
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NO FOGÃO: BATATA GRATINADA
Esta é uma receitinha muito fácil de fazer, e deliciosa. A foto está sem o molho branco, que é derramado por cima antes de gratinar, com um pouquinho de queijo parmesão. O molho branco é muito simples: primeiro,você refoga cebola e alho com um pouquinho de óleo e 250 ml de leite, onde coz
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E NAS BOCAS… “TÁ NA HORA, TÁ NA HORA…”
Nunca antes na história desse país a identificação de um governante com as massas foi tão intensa e cuidadosamente explorada quanto com o nosso habilidoso Lula. A velha retórica do pau de arara que chegou à presidência foi oportunamente retomada em entrevista à Rede TV neste domingo. A biog
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NO FOGÃO: PÉ DE MOLEQUE
Moleque que é moleque, de verdade, fica com o pé igualzinho a foto. Já, na adolescência, fica assim no corpo inteiro (ô fase...) O pé do moleque da história ao lado, me lembrou a receita da Dona Inez (aquela do Strogonoff que o Obama adorou). A receita é proibida pra maiores: ou engorda, o
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E NAS BOCAS… “É TUDO VERDADE”
A singela trovinha foi baseada em uma história real. Me disseram que é tudo verdade! Relata não apenas a perspicácia de um menino traquina, de cinco anos de idade. Mais do que isso, é o retrato de como é preciso aprender, desde cedo, a lidar com as diferenças - especialmente quando o diferen
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NO FOGÃO: ARROZ DE PEIXE
Esse é campeão! Uma delícia, diferente, nutritivo, e não é muito difícil de fazer. Não achei essa receita em nenhum outro site, e olha que eu pesquisei... então, parece que somos exclusivos! Repare na coloração do arroz, bem marrom. E é recheado com camadas de pescada branca. Você pode
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E NAS BOCAS… “ABENÇOADO PERRENGUE”
A foto que ilustra esse artigo deveria ser minha. Passei por uma crise "braba", e o que narro a seguir não é apenas a crise, mas principalmente, suas consequências. Tempos atrás, essa exposição seria impensável. Um dos benefícios do "abençoado perrengue" foi não dar mais importância
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NO FOGÃO: TORTA DE BANANA DA DONA NASHA
Pra adoçar a vida, sugiro a receita da torta de banana da minha vó, a saudosa dona Nasha (pronuncia-se Naza), a quem devo minhas melhores lembranças da infância. Mesa farta, comida da boa, pé de amora e cana no quintal, e muita paciência. O quadro é de Portinari. Cada fatia deve ter uma
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E NAS BOCAS… “TEVE SEXO CONSENSUAL COM O PRÓPRIO PAI, POR DEZ ANOS”
Nunca me interessei pela vida pessoal das celebridades. Mas a revelação da atriz americana Mackenzie Phillips sobre seu relacionamento com o pai, me levou a pesquisar o incesto no Brasil, apesar da falta de dados estatísticos: O que diz a legislação, onde denunciar, onde buscar ajuda, que
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NO FOGÃO: MIJADRA (OU MJDARA)
O nome é estranho mas o prato é uma delícia. É o arroz com lentilha sírio. Facílimo de fazer, é uma ótima forma de variar o arroz com feijão. Costumo servir com frango com creme de aspargo, mas você pode servir com kafta e uma saladinha de tomate. Coloque um fio de azeite de oliv
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E NAS BOCAS… “O TAMANHO DA ENCRENCA”
Não fosse o roubo das provas - ou o vazamento da notícia - o ENEM teria sido aplicado, nos dias 3 e 4 de Outubro, a 4.147.527 de inscritos de todo o Brasil, em 1.829 cidades, com a mobilização de profissionais de 10.385 escolas, utilizando um total de 113.857 salas. Parece estrago suficiente, m
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NO FOGÃO: BROWNIES DA MIMI
Quando eu morava em Buenos Aires, conheci Mimi, uma advogada que fazia deliciosos brownies e oferecia às amigas. Começou, por insistência, aceitando pequenas encomendas. O sucesso foi tanto, que mudou de profissão e abriu um Café. Mimi me passou essa receita antes de ficar famosa. Mas não est
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E NAS BOCAS… “ME ENGANA QUE EU GOSTO”
Faz muito tempo que não escrevo sobre religião. Retomei o tema neste artigo, há tempos na gaveta. Estou preparada pra chuva de críticas (que venga el toro, pero que venga muerto...). O artigo trata de fé e dinheiro - ou fé no dinheiro, ou dinheiro na fé. O título: "Me Engana Que Eu Gosto".
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NO FOGÃO: STROGONOFF DE FRANGO DA DONA INEZ
Inêz é minha tia, madrinha do meu filho, e tem uma mão mágica. Até o ovo frito dela é bom! Herdou da dona Nasha, minha avó, a habilidade na cozinha. Esse estrogonoff tem um segredinho, um algo a mais da dona Inez. Comida com "sustança" é outra coisa! Quem experimenta, gosta... IN
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E NAS BOCAS… “GERAÇÃO Y: NOSSAS ESCOLAS ESTÃO PREPARADAS?”
Escrevi no ano passado um artigo falando sobre o que eu considero uso medíocre da Internet nas escolas. Ele foi publicado no blog LizBittar Magazine (www.lizbittar.com.br/blog), mas decidi publicar aqui também, porque ele é o primeiro de uma série. O segundo fala da história da Internet, e o t
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As Bocas de Fogão
Ainda que pretenciosamente me auto-intitule “Chef”, sou na verdade uma cozinheira meia-boca. Mas as Bocas de Fogão são bem afiadas. Sou a voz de uma dessas bocas – meu nome é Liz Bittar, muito prazer! Cozinho ouvindo música, pensando na vida e em tanta coisa que a gente ouve por aí.
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E NAS BOCAS… “TÁ NA HORA, TÁ NA HORA…”
Written by lizbittar on novembro 16, 2009 under E as Bocas.
Nunca antes na história desse país a identificação de um governante com as massas foi tão intensa e cuidadosamente explorada quanto com o nosso habilidoso Lula. A velha retórica do pau de arara que chegou à presidência foi oportunamente retomada em entrevista à Rede TV neste domingo. A biografia do nosso popular presidente, mais precisamente a versão que deu certo, foi e será a pauta de outras tantas aparições públicas, exaustivamente repetida especialmente nos meios de comunicação até 2010. Portanto, prepare-se: esta foi apenas a primeira de uma (nova) série.
Na chamada de capa da Rede TV, Lula é descrito como “um dos homens mais poderosos do mundo.” Por aí, já podemos imaginar o “tom” da entrevista, conduzida por Kennedy Alencar, em 3 blocos.
O foco central da conversa foi a história pessoal do presidente, com ênfase na infância pobre e nos anos (heróicos) de militância sindical. Os 27 minutos do primeiro bloco foram gastos com narrativas emocionadas do presidente sobre como sobreviveu às custas de feijão com farinha. Dona Lindu mereceu destaque, assim como a trágica perda da primeira esposa.
Ok, você venceu. Sim, você, que acha que não há nada demais em mostrar o “lado humano” dos nossos dirigentes. Concordo com você, e me solidarizo inteiramente com a dor de sua perda. Isso não se questiona. Mas, quanto ao resto… ok, ainda que eu já tenha ouvido sua biografia uma ou duas vezes antes… tudo bem, não quero ser intolerante.
Vamos, então, seguir adiante. Ainda restam quase 30 minutos de entrevista e quero ver o que o segundo e o terceiro blocos nos reservam. Vamos lá! O segundo bloco começou e agora vamos ver Lula falar de…. sua ascensão política e militância sindical. Até que acho bacana enaltecer assim tão brilhante jornada, mas eu queria mesmo era ver um pouco de ação.
Não me decepcionei: o ousado repórter arriscou algumas perguntas sobre o mensalão (sem muita insistência, porque o rapaz é tímido). Lula falou então pelo menos uns 4 minutos inteirinhos sobre o tema, com uma resposta magistral: nunca antes na história desse país se viu tamanha tentativa de golpe! Isso mesmo – o mensalão talvez nem tenha existido (Lula deixou a dúvida pairando no ar) e disse que, muita coisa que sabe, só revelará depois que deixar a presidência. (Arrisco um palpite: Se conseguir fazer sucessor(a), vamos passar uma borracha nesse assunto de revelações bombásticas pós-presidência, combinado?)
Mas Lula foi muito claro quanto a uma questão: a culpa, companheiros, é da Zelite (pra você que ligou a TV agora: não se trata de nenhuma reprise de 2001, não – repare na barba, está mais grisalha).
A entrevista é comprovadamente recente, foi gravada esta semana. Prova é que não ficou sem resposta o artigo de FHC. Mas as críticas do ex-presidente receberam uma resposta à altura: “Fernando Henrique não pensa com a inteligência, pensa com o fígado”. Lula, como sempre, é imbatível! Fala, e o povo entende. O outrora garboso Fernando Henrique, virou invejoso. Agora não é mais charmoso, é rancoroso! Ele e a Zelite não conseguem se conformar em “ver um peão chegar até aqui e fazer mais do que eles” . Ah, esse Fernando Henrique Vaidoso….
Ele e a Zelite. De novo a Zelite. Ô mulherzinha… Já tô vendo o slogan pra 2010:
“Tá na hora, tá na hora
Tá na hora de lembrar
Ao povão que a Zelite
Só quer nos prejudicar…”
Mas o repórter nem mencionou 2010, imagine… Aliás, são cruéis os que o chamam de chapa branca. Ele bem que fez algumas perguntas capciosas ao presidente. Sem o menor pudor, perguntou na cara dura: “Presidente, qual o seu diretor de cinema favorito?” Ah, precisava pegar pesado desse jeito? Lula titubeou, ficou meio nervoso, nem conseguiu lembrar o nome do Fabio Barreto, diretor da saga Lula, o Filho do Brasil. Atacou de Clint Eastwood, que fez aquele filme da menina que lutava boxe, lembra?
Sem esperar que Lula recuperasse o fôlego, o intrépido repórter atacou sem dó: “Qual o seu livro preferido?” (Ah, aí é sacanagem!). Mas o nosso bom e velho Chico (o Buarque) salvou a pátria. Talvez na hora Lula tenha se lembrado da Dona Lindu, dizendo que não adianta chorar sobre o leite derramado…
Mas, a esta altura, o repórter estava incontrolável; sem dó nem piedade, deu o golpe final: “Presidente, qual o seu poema favorito?” Ah, eu mandava tirar esse cara do ar, como tiraram o Boris Casoy. Isso lá é pergunta que se faça?
Mas Lula manteve o auto-controle. A pergunta não ficou sem resposta, não. Lula mencionou um poema de Carlos Drummond de Andrade, talvez, chamado… er…hum…. “Namorar ou não namorar, eis a questão”. Disse até que ia tentar encontrar uma cópia e mandar pro repórter (desmoralizou o cara!)
Lula não estava falando de Shakespeare ou Drummond – acho eu. Ele se referia, mais provavelmente, a Arthur da Távola.
Mesmo pressionado como foi, com perguntas maliciosas e muito mal intencionadas, iludem-se os que pensam que podem colocar nosso presidente numa saia justa. Ele não pronunciou uma palavra sequer que não tivesse o olho em 2010. Como ainda não se encontrou uma biografia para Dilma que funcione tão bem quanto a dele, por enquanto é a dele mesmo que ainda está valendo. Mas, analisando a biografia recente da Ministra, e sem nenhuma maldade, vai aqui uma idéia (apenas uma idéia). Que tal “superação”? Olha que o tema, se bem trabalhado, dá um caldo…
Por Liz Bittar em 16 de Novembro de 2009
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Roberto Recinella
07/12/2009 às 11:53
Liz ,
Parabens pela aboradagem. Independentemente da nossa opinião o Lula conquistou o seu lugar a sobra e fez o seu papel.
A historia irá julga-lo pena que isso demora um pouco.
Mais uma eleição chegando e as mesmas figurinhas estão no processo.
Será que vamos mesmo conseguir mudar esse pais?
Sucesso
Recinella