O FOGÃO E AS BOCAS
E se fosse comigo?
Posted on julho 24, 2010 by lizbittar
Um dia, quando menos se espera, pode acontecer. De madrugada, um telefonema. Do outro lado da linha, a voz embargada do filho: “Pai, vem me socorrer. Me envolvi em um acidente.” O susto é tão grande que você esquece de pedir detalhes. Ainda sonolento, tentando controlar o pânico, sai em di
O tempo não para!
Posted on maio 7, 2010 by lizbittar
Você fica olhando para o seu bebê por horas a fio, sentindo nada mais do que felicidade plena, e uma profunda paz? Você sorri cada vez que se lembra dele, cada vez que o vê, cada vez que o toca ou sente o seu cheirinho? Existe alguma coisa no mundo inteiro que consiga apagar o sorris
Poema Para Meu Filho
Posted on maio 7, 2010 by lizbittar
Você escreve cartas de amor? Eu escrevo, aos montes. Cartas, poemas, bilhetinhos. Despretensiosamente, quase uma catarse. Mas também recebo. Guardadas no coração, elas têm o poder de alimentar a alma por toda uma existência. Como a declaração de amor que encontrei ao despertar de uma feb
E NAS BOCAS… “GERAÇÃO Y: NOSSAS ESCOLAS ESTÃO PREPARADAS?”
Escrevi no ano passado um artigo falando sobre o que eu considero uso medíocre da Internet nas escolas.
Ele foi publicado no blog LizBittar Magazine (www.lizbittar.com.br/blog), mas decidi publicar aqui também, porque ele é o primeiro de uma série. O segundo fala da história da Internet, e o terceiro, da Web 2.0 e da Geração Y.
O Mundo do Trabalho Ontem, Hoje…
E Amanhã?!
por Liz Bittar, em 10.12.2008
Há algum tempo tenho me empenhado em convencer a escola do meu filho a adotar um projeto piloto, para promover o “uso inteligente da internet”.
O assunto me interessa muito, porque a maioria das pessoas que conheço, especialmente os jovens, limita-se ao uso medíocre da internet, ou seja: Google para copiar e colar os trabalhos de escola (sem necessariamente ter o trabalho de “ler”); Orkut, MSN e jogos. E para por aí.
Minha preocupação maior é constatar que, embora o mercado de trabalho tenha mudado muito, o ensino ainda é tradicional, e não acompanhou nem o bonde, nem o trem-bala da história. Nossos filhos estão sendo preparados para enfrentar o mercado de trabalho da mesma maneira como nós fomos, com a diferença de que, na nossa época, não existia internet, nem celular, nem globalização.
Para começar a pensar o futuro dos nossos filhos, é bom dar uma parada antes, e refletir um pouco sobre a velocidade das mudanças e o impacto que elas geraram no mercado de trabalho:
Parem um minutinho para analisar o quadro acima. A internet trouxe mudanças tão grandes, que é difícil lembrar de como era o mundo, e o trabalho, antes dela. Em 15 anos a mudança foi astronômica! E como será o mercado de trabalho daqui a 15 anos, quando chegar a vez desta geração, que hoje ainda aprende as mesmas matérias que nós aprendíamos nos anos 70, e talvez – e o que é pior – do mesmo jeito?
No Brasil, sessenta e cinco milhões de pessoas, ou um em cada dois brasileiros adultos, são usuários de internet. Em 2.000, éramos menos de 3%, ou seja, apenas 5 milhões. No entanto, isso parece não haver ainda impactado o ensino, nem em termos de conteúdo, nem em metodologia. Me explico: não creio que seja suficiente investir na compra de computadores e lousas eletrônicas; ter a ferramenta é apenas um primeiro passo. Agora, é preciso saber usá-la. É preciso, portanto, mudar o foco e construir uma nova cultura.
Como toda mudança de cultura começa pela compreensão do contexto, vamos analisar primeiro as mudanças no mercado de trabalho, com o advento da internet:
A internet trouxe agilidade, redução de distâncias e, conseqüentemente, de custos. A forma de trabalhar também mudou: se antes eram necessárias grandes estruturas operacionais para viabilizar qualquer negócio, as datilógrafas e secretárias de ontem foram substituídas pelo notebook; as telefonistas, pelo celular; o email substituiu a correspondência interna e os malotes, e não há mais a necessidade de espaço físico e de pessoal para a manutenção de arquivos.
Aliás, o espaço físico é cada vez menos importante: os novos recursos tecnológicos fomentam a criação de ambientes de trabalho virtuais (tele-conferência, vídeo-conferência, netmeeting, skype, recursos das intranets/websites, comunidades virtuais de aprendizado e redes de relacionamento social e profissional, etc).
Neste cenário, a tendência é o aumento substancial de home-offices: Recente pesquisa do Sebrae indica que em apenas 8 anos, haverá uma empresa para cada 24 pessoas no Brasil (empreendedores independentes, trabalhando no sistema de home office).
A internet viabiliza a implantação de novos negócios cada vez com menos recursos. Basta ter um computador plugado no mundo, e uma mente plugada no mundo, educada para empreender.
Este é o ponto central da questão: os recursos estão todos aí, mas e as mentes? Estão sendo educadas para empreender? Minha impressão pessoal é de que não.
Mudança de Paradigma
O ensino tradicional não prepara as mentes para empreender. O profissional de ontem, formado sobre as bases do ensino tradicional, encontrava um mercado de trabalho onde o estudo era essencialmente acadêmico, não havia estímulo para o auto-desenvolvimento e não havia necessidade de educação contínua. O aprendizado era passivo, a experiência era um diferencial competitivo e o diploma fazia diferença.
Hoje em dia, isso já é História. O que faz diferença não é mais o diploma, mas o conhecimento. Vivemos a era do conhecimento. Os avanços tecnológicos provocam mudanças em ritmo frenético, o que exige dos profissionais reciclagem constante. A educação contínua é, portanto, uma questão de sobrevivência.
Com os recursos disponibilizados pela Internet, o profissional que se destaca é aquele que busca, incessantemente, o auto-desenvolvimento. A educação não passa apenas pela formação acadêmica: as Universidades Corporativas proliferam, com uma proposta de ensino voltada para o mercado e a empregabilidade.
A educação formal não prepara profissionais para o trabalho – pelo menos, não mais, nos dias de hoje. A lacuna entre o aprendizado teórico e a aplicabilidade no trabalho foi inicialmente preenchida, nas organizações, pelos Programas de Treinamento e Desenvolvimento, antes presenciais, e agora cada vez mais em ambientes virtuais, através das Universidades Corporativas.
As Universidades Corporativas não se propõem a substituir o ensino tradicional. Elas não estão sujeitas a credenciamento pelo Poder Público, assim sendo a certificação ou diploma expedido por elas não precisa de reconhecimento oficial para ser aceito no mundo corporativo. Ao invés disso, o reconhecimento é feito pelo próprio mercado.
Vejam um quadro comparativo entre o Ensino Formal e as Universidades Corporativas:
Fonte: Carlos Monteiro, Universidades Corporativas e Universidades Tradicionais: A Migração de Créditos
Mas, muito antes da universidade, precisamos fazer um trabalho de base. Nos dias de hoje, desde o ensino fundamental, as crianças têm acesso à internet, mp3, mp4, wii, PS2, celular com múltiplas funções, DS, além de incontáveis redes sociais, mesmo a contragosto dos educadores que teimam em alardear os efeitos perniciosos das novas tecnologias.
Não é bem assim. Essas tecnologias vieram pra ficar, e produziram a Geração Y – a geração que cresceu com a internet e um montão de gadgets, e que parece ser a única equipada para acompanhar os avanços tecnológicos com a velocidade que eles acontecem (seja sincero, você consegue programar seu DVD? E sabe pra que servem aquelas 1001 funcionalidades do seu celular? Pergunte pro seu filho caçula que ele sabe…)
E por que as escolas insistem em ignorar isso? Talvez (e aqui arrisco um palpite muito pessoal), por medo do desconhecido. Não por medo das novas tecnologias, mas da autosuficiência que elas propiciam aos seus usuários. Independência é poder.
O aluno da geração Y é mais inquisidor, plugado no mundo, tem opinião própria, tem acesso à informação, é mais exigente, questiona, duvida, sabe onde encontrar “uma segunda opinião”, nem que seja do Google. E sabe que pode se expressar, e ser ouvido. Por meio de sites de relacionamento, blogs, torpedos e demais serviços de mensagens instantâneas, eles têm voz. Se a família e a escola não os ouvem, a tecnologia propicia que eles encontrem outro público, nem sempre o mais adequado…
Em muitos sentidos, o ensino tradicional limita, em vez de expandir horizontes. Nós estamos muito além da era da industrialização, retratada por Chaplin em Tempos Modernos. E quanto o ensino evoluiu?
Antes de começarem as críticas, quero esclarecer que não sou especialista em ensino… sou apenas uma mãe perplexa com a constatação de que o uso da internet nas escolas é tão limitado e supervisionado, que embora os alunos recebam as asas, eles não podem voar…
No próximo post, “Três Letrinhas que Mudaram o Mundo”, vou continuar falando de internet e da revolução que ela provocou. Também não vou me esquecer de contar a vocês sobre o tal projeto piloto, que eu tanto quero implantar…
Por Liz Bittar em 10 de Dezembro de 2008
por Liz Bittar
Conteúdo liberado, desde que mencionadas a autora e a fonte (www.lizbittar.com.br/bocasdefogao)
Publique os textos na íntegra - Respeite os direitos autorais!
ACOMPANHE O FOGÃO E AS BOCAS










