GESTÃO DA MUDANÇA: Sem Medo de Encarar Novidades

jun 16th, 2009 | By lizbittar | Category: Entrevistas

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Liz Bittar falou à Revista Nossa Raia, uma publicação da rede Droga Raia, sobre GESTÃO DA MUDANÇA. Eis a íntegra da entrevista:

SEM MEDO DE ENCARAR NOVIDADES

Descrição da Pauta:

A ideia do texto é instruir o funcionário da Droga Raia a se preparar para mudanças voluntárias e involuntárias. Não sei se essas classificações existem de fato no mundo corporativo, mas o que eu quero dizer com elas é: Mudança voluntária é aquela em que há a possibilidade de se programar. Então, por exemplo, eu quero mudar de cidade pra ter uma qualidade melhor de vida. Pesquiso se nessa nova cidade há uma boa escola para o meu filho, se o clima é agradável, se há possibilidade de empregos etc. A mudança involuntária é aquela que acontece sem muito planejamento, é imposta pela vida. Um funcionário é promovido e precisa urgentemente mudar de cidade. Só que ele acaba caindo num lugar totalmente fora do seu padrão. A ideia é dar dicas de como se preparar e se adaptar nesses dois casos, sempre adotando uma postura positiva e aprendendo a lidar com imprevistos.

Liz Bittar: Eu não chamaria de mudança voluntária ou involuntária, mas sim de mudança planejada ou não planejada. Na verdade, o funcionário não é obrigado a submeter-se à mudança se não concordar com ela; pode optar pelo desligamento.

Para as empresas, o desafio é manter os funcionários motivados e desempenhando o seu melhor. Neste momento, a comunicação é vital. Uma comunicação clara, objetiva, aberta, que dê uma diretriz segura para que os funcionários não se sintam desamparados em face às incertezas que todo processo de mudança gera.

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1) Quais são as principais dificuldades numa mudança de âmbito profissional? Como encará-las sem deixar de lado a qualidade de vida no trabalho?
Liz Bittar: Toda mudança implica em assumir riscos. O desafio é sair de nossa zona de conforto, em direção ao novo. O medo é comum nessas horas: medo de falhar, medo de não se adaptar, medo de se sobrecarregar, medo do desafio.
Se encaramos a mudança como algo positivo, então o processo é mais fácil, ainda que gere expectativa e ansiedade. Quando há um sentimento positivo, de que pode dar certo, de que a mudança será para melhor, então o processo não é doloroso.
Quando, por outro lado, as pessoas não acreditam que a mudança será para melhor, todo o processo pode causar desmotivação, desinteresse e perda de produtividade.
Quando mudanças ocorrem em uma organização, a comunicação é vital. É compreensível que a dúvida resulte em insegurança. Por isso, a empresa deve comunicar a mudança de maneira clara, de forma que os funcionários saibam o que esperar, e especialmente quanto a contribuição de cada um deles irá impactar para o resultado positivo da mudança.
Quando o processo de comunicação não é aberto e claro, o funcionário sente-se desamparado, fica inseguro e é claro, perde interesse pelo trabalho, pois tem dúvidas quanto ao seu futuro na empresa.

2) Quais as melhores maneiras pra se adaptar a um novo ambiente? No caso da mudança involuntária, como se preparar de última hora?
Liz Bittar: Flexibilidade e habilidade para lidar com a diversidade são duas competências importantes, que podem ser desenvolvidas. O funcionário que tem habilidade para lidar com a diversidade procura conhecer novas culturas, demonstra respeito e tolerância por culturas diferentes da sua, entende, respeita e valoriza as diferenças.
O funcionário flexível é receptivo a idéias e sugestões que visem a melhoria de processos, excelência no atendimento e satisfação dos clientes internos e externo; dedica-se a explorar novas formas de atuação e tem disposição para explorar novas alternativas, que beneficiem o conjunto.
O funcionário inflexível é aquele que não quer ir além do que faz, e preocupa-se mais com o que é melhor e mais cômodo para si próprio. Demonstra resistência a novos procedimentos, acha tudo “complicado”, recusa-se a ver o lado positivo da mudança. Essas pessoas têm muita dificuldade para sobreviver a processos de mudança, e não têm bom desempenho em ambientes de constantes mudanças.
Como eu disse anteriormente, competências podem ser desenvolvidas. Cabe a cada um analisar seus comportamentos, e fazer um exercício constante de superação, buscando adotar novos comportamentos que o tornarão mais flexível, mais tolerante com as diferenças ou mais sensível aos interesses do grupo, por exemplo.

3) O que é importante levar em consideração numa mudança?

Liz Bittar: Cada um deve fazer uma autoanálise e decidir até que ponto está disposto a investir na mudança, e trabalhar por ela, empenhando-se genuinamente pela obtenção de resultados positivos para si e para a organização.
É preciso ponderar todos os aspectos envolvidos em uma mudança: carreira, vida pessoal, seu futuro naquele ambiente de trabalho, prós e contras. Procure o aconselhamento de um superior, na empresa, que possa esclarecer suas dúvidas e expectativas com relação ao trabalho e ao seu futuro na empresa. Procure saber o que se espera de você, como a sua contribuição e seu envolvimento pode beneficiar o departamento e a empresa como um todo.
Quando temos uma meta clara, e podemos vislumbrar o horizonte lá na frente, fica mais fácil definir ações para atingir esta meta. O mais difícil, creio eu, é não ter uma visão clara do que nos espera no futuro. Por isso, aconselho sempre que se busque o diálogo.

por Liz Bittar
Conteúdo liberado, desde que mencionadas a autora e a fonte (www.lizbittar.com.br/blog)
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